Mais um dia, menos tempo, todos os meus amores são contratempos.
Vento, vento, dia após o outro procuro tempo, para meu sonho em catavento, tempo, tempo.
Eu dizia eu te amo, eu acreditava no teu amo, e juntos conjugavámos errado um verbo estranho, possuo e tu não possues, tu me tens e errado supus que era recíproco em tu o que achei claro e expus.
Sonho, sonho, agora tristonho, acredito no amor que um dia me deu, e agora sem ele, arrisco, morri, sem pena e sem jeito, sem razão para sorrir.
Agora percebo, desisto de crer, a minha razão é um novo amor ter.
Por que sem ti eu já não posso mais viver, e se não fico mais em seu abraço, para te encontrar no céu hei de morrer.
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