segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Soneto único



Soneto único
Bruno Costa

Meu amor posto em folha de papel
Sentimento que acorda o coração
Escrito em versos, palavras em fel
Um desejo único e sem dimensão

Nas noites frias o olhar entristecido
Nos dias calmos, largado ao spleen
Alterno momentos de vida perdido
Já que sem seu amor eu não fico sem

Choro, e meu coração se entrega a ti
Vejo seu amor por outro e me desfaço
E rasgo no papel os sonhos que escrevi

Mas sem ti eu já não posso mais viver
E se já não fico em meio ao seu abraço
Para te encontrar no céu eu hei de morrer.

Uma história com asas

Havia uma vez um pequeno anjo no céu. Ele era travesso, e gostava de pular de estrela em estrela, pendurar nas constelações e deixava todo o dever de casa para depois... Esse anjo era o coração de um menino. Coração com asas, e que voava longe... Coração doce, inocente e de mel... O menino cresceu e o anjo também, e ambos começaram a se desencontrar, já que o anjo era o coração do garoto, agora mais velho, o garoto era parte do anjo que era parte do garoto. Em um belo dia de Sol, o anjo se apaixonou por outro anjo, lá perto de Vênus, logo depois de passar pelo Astro-Rei. O outro anjo era lindo, cabelos brilhantes e que refletiam a luz... Seu sorriso contagiava, e nem mesmo as super-novas do universo eram capazes de ofuscá-lo... E esse anjo brincava também em meio aos astros do céu. Ambos conversaram por muito tempo, como o garoto e a garota na Terra, esta que era parte do bonito anjo encontrado e esse parte dela, e aquele que era parte do anjo do começo da história; No final, o garoto se apaixonou pela garota, sem saber se era o anjo que se apaixonava pelo outro anjo, ou se ele se apaixonava pela moça. Mas as conversas continuaram, e a garota apenas sorria, mas não se entregava ao garoto, e no céu os anjos brincavam, mas não se aproximavam demais... Era o começo da paixão. O anjo começou a palpitar, perdia a calma (era ele ou o coração do garoto que era parte dele? Que moleque bobo que o fazia se agitar!) e mal podia falar perto de seu amor que era o belo anjo, e o garoto que virou poeta e mal podia se expressar para seu amor que era parte do belo anjo...! Mas porque raios? Era o coração que era o anjo, ou era ele que era a parte do anjo? Os dois não entendiam de quem era a culpa. E a moça ia acalentando os dois, mas sem romance. Coitado do anjo! Ficou tão apertado! E o garoto, por tabela ou por causa, ficou tão amargurado... Ele a queria, mas ela era parte do bonito anjo que brincava com o anjo do começo da história, mas não queria ficar com ele, já que era seu amigo... Então a garota que era parte do bonito anjo que era o coração dela não se apaixonou pelo garoto que era parte do outro anjo... E a história se enrolou e se enrolou... O Poeta que era o garoto que era parte do anjo do começo da história passou a escrever belos versos de amor em louvor a sua deusa a quem chamava de Anjo, mas na verdade ela era parte do belo anjo, pelo qual o seu coração que era o anjo que brincava no universo no começo da história se apaixonou... E nesses vai e vens do amor, só uma coisa restou... Os belos versos da valsa do amor.

sábado, 19 de dezembro de 2009

Eu e você = química


Eu e você = química

Bruno Costa

Eu e você somos uma mistura reagente
Leve toque de muito desejo e sedução
Eu e você somos mistura intransigente
Que pode esquentar até uma explosão

Eu e você destruímos quando reativos
Em meio às discussões somos o assunto
Uma mistura, alguns químicos criativos
Eu e você construímos quando juntos

Nós dois juntos somos muito completos
Inteiramente unidos até o fim dos dias
Porque nada vai romper nossa ligação

É o grande poder de reação da paixão
Que faz criar as coisas num mundo novo
Cheio de desejo e de muita sedução.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Prosa Poética

O que foi rapaz, está tão triste por quê? Caiu de Andrômeda e bateu o pé em Marte? Limpe essas lágrimas, não há razão de quê, tome intento garoto que o momento é outro. Onde estão as rédeas e o controle da situação de que Você tanto falava?!?!? A sua confiança era tão grande e se abalou por uma chatice tão marasmática? Você é muito grande, meu pequeno! Não se deixe exaurir por pouco. E também tampouco se deixe por algumas desilusões! Dê-me a mão, vamos conquistar a Lua... Olhe para aqueles anjos, eles estão montados em cometas perseguindo estrelas...! Até Deus nosso senhor lhes dá folga. Limpe a poeira rapaz, ou vamos perder o trem Sé-Paraíso. Não esqueça sua algibeira, não vá ficar sem munição para o estilingue. Vamos ver quem acerta mais pedras no galho mais alto daquela Briófita?!?!? Você só morre quando deixa de sonhar, e se você é o super-homem ou o Soprano de Vladisvotok vai de cada dia... Agora se levante e escreva com essa canetinha hidrocor seu nome no céu... Ei, espera aí! Eu também quero comer doce de nuvens!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Tem tudo a ver com os sonhos

Não sei explicar o que me faz mais feliz. Mas só sei que meu coração está alegre, e que estou me sentindo muito bem... Existem vários momentos para se estar comigo, e quem já passou por mais de um deles sabe das diferenças. Existe aquela hora que eu só quero estar com todo mundo, dar risada, fazer brincadeiras... Nesses momentos eu dou sorrisos calmos e me divirto de verdade com todo mundo. Até ouço as mesmas conversas como se fossem grandes novidades! Mas também existem os momentos que me sinto deslocado do mundo, como se nada fizesse parte de mim, como se eu na pertencesse a este lugar... E isso ocorre freqüentemente. Eu falo que são crises cíclicas, que vem e vão, e se alternam com os outros momentos. Essas crises normalmente duram menos do que a importância que eu dou a elas. E quem me conhece sabe que existem momentos em que estou simplesmente descarado, com vontade de exercer a minha própria maldade... Claro que de um jeito bom...! Conversas irônicas, tiração de sarro... Nessas horas saem as melhores cantadas, os melhores argumentos e as melhores discussões. Meu pai que o diga, política, sociologia ou futebol, horas e horas discutindo coisas abstratas...
Não dá para prever como vou estar. É puramente espontâneo! Mas às vezes eu tento me fixar e ser de um tipo específico. Como isso sempre dá errado, eu acho que é uma insistência besta a minha de tentar fazer isso. Mas, todo mundo tem manias bobas afinal. Eu botei na minha cabeça idéias definitivas, planejei uma vida e acreditei naquilo. Coisas aconteceram e os meus planos foram subjugados pela falência da minha empreitada. Como isso me desanimou! Mas eu continuei batendo na mesma tecla, querendo as mesmas coisas... Como eu disse, cada um com sua mania boba. Tive que em machucar mais do que o necessário, sofrer mais de uma vez e ter meu sonho destruído várias vezes, para poder aceitar que tinha sido intenso, porém acabara... Não sei se eu cresci com o processo, mas se isso ocorreu, realmente tudo tem algo de bom afinal. Agora estou escrevendo uma nova história. Aos poucos eu fui lapidando, e a primeira parte dos meus objetivos foi alcançada. Finalmente faz sentido falar em virada de jogo. Obrigado a todos que me apoiaram e conviveram comigo, não vou desistir nunca! Darei o meu melhor. Acho que sei porque estou feliz... Tem tudo a ver com sonhos.

Viver menino, morrer poeta


Viver menino, morrer poeta
Bruno Costa

Vivo porque esse gigante mundo gira
Canto porque a minha alegria é grande
Sorrio porque sua presença me inspira
Sonho porque te quero a todo instante

Perco-me em suas palavras e quero fugaz
A cada dia um momento, uma concretude
E mesmo o grande mal da rotina é incapaz
De retirar do meu amor por ti a virtude

Vivo a escrever e a poetizar teus olhos
Sonho os meus desejos, juvenis confrontos
Escrevo meus sonetos de pequeno poeta

E faço tal coisa por entre poucos espólios
E na guerra da paixão em mim eu encontro
O que é o viver menino e o morrer poeta.

Cinco Pontos para Mudar de Vida [IV - V]

Quarto Ponto – “Abandone seus vícios”. Talvez o mais difícil de se fazer. Abandonar coisas que aparentemente nos fazem bem talvez seja o mais desafiador de tudo. Mas quando estamos ligados a algo de tal forma a não podermos ficar sem isso deixa de ser algo benéfico e passa a ser nada mais do que uma fuga da realidade. O prazer adquirido é logo esquecido e transpassado por nossas fraquezas, e a alegria momentânea transforma-se em tristeza e dor; A coisa vai se tornando cada vez mais necessária, e isso vai consumindo nossa alma por dentro, tornando-nos suscetíveis a erros que não cometeríamos caso estivéssemos sóbrios - não necessariamente sem beber, mas sim sem nos viciar - e que de fato nos torna mais fracos do que o normal... São pequenas coisas que podemos largar... Pode ser a vontade de comer chocolate todos os dias ou o olhar de alguém que nos escraviza. Libertar-se é e sempre será a melhor alternativa para esquecer as dores e ter o corpo limpo para executar as determinadas tarefas do dia a dia. É complicadíssimo imaginar-me, por exemplo, sem me envolver demasiado com algumas situações, não sou muito bom em separar as coisas. Mas eu talvez tenha que aprender isso também. Não consegui abandonar meus vícios completamente, mas agora eu posso dizer que estou bem perto de fazê-lo. A imagem vai cair, a máscara vai sumir e a armadura vai rachar pela Segunda vez... Se eu der sorte, ela quebra nessa e não haverá próxima. Aprenda a ser você, sem prazeres frágeis e sensíveis, sem vícios desnecessários. Faça que o seu sentir seja absoluto e tome as rédeas da sua felicidade. Não há razão para não tentar. Não há razão para se contentar com pouco, quando o mundo lhe aguarda; O mundo é o que sempre existe em um único lugar. O mundo é você, e se você consegue sair do precipício da facilidade imediata, consegue largar o prazer banal e construir uma alegria verdadeira... Então faz sentido em falar sobre ser você mesmo. “O que é passageiro passa, com os prazeres não é diferente”.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Homenagem a dama



Homenagem a dama
Bruno Costa

Ao olhar em seus olhos eu descobri
Um mundo inteiro ao meu adormecer
Era em um sonho é muito bem verdade
Mas ele me fez sorrir, me fez espairecer

Tomava-te em meus braços, ainda ouço
A minha mente perde-se e ainda te canta
Sua beleza tranca, é como um calabouço
E me faz desejar-te ó minha doce dama

Desculpe, sou apenas um pequeno poeta
Que mal pode expressar a sua própria paixão
Que vive nos sonhos uma imagem incerta

Que te guarda, louva e adora no coração
E louco por ti eu imploro ao meu Deus
Que nada acabe com essa nossa união.