sábado, 24 de outubro de 2009

O Trem

O Trem
Bruno Costa

Na estação estou sozinho à névoa
Em companhia do doce e frio luar
Espero sombra, me vêm vento e chuva
Tudo me esquece, me faz desvairar

Coração perdido com fome de sonhos
Procuro no céu estrelas e vejo nuvens
Um arrastar de metal forte é o som
Trilhos é o trem que trás as mágoas

Abre a porta, é um crack, interjeição
Entro, a água escorre e minha alma vai
Chão de ferro me faz perder a razão

Volta o arrastar e com ele o desejo
Escorre a água e minha alma vai
Olhando nos vidros a multidão.