"Quantos somos? Não sei. Somos um, talvez dois, três, talvez quatro; cinco, talvez nada. Talvez a multiplicação de cinco em cinco mil e cujos restos encheriam doze terras. Quantos? Não sei. Só sei que somos muitos – o desespero da dízima infinita – e que somos belos deuses, mas somos trágicos."
domingo, 29 de março de 2015
Cálice
Eu tinha planos. Como qualquer um. Não sei o que fiz com eles. Talvez estejam na gaveta, no armário, no diário. E virou drama. E virou medo. Mas no fim, é impossível voar sem abrir as asas e pular. Vai ter frio, vai ter medo, vai ter desespero. Mas o céu vai brilhar.
O sonho do pássaro
O sonho do pássaro
Pequenino, cantante, pululante e vibrante
Encara o céu e as nuvens, olhar de desejar
Sem medo abriu suas asas, sempre confiante
Em queda, tão pequeno, mas sempre a cantar
Encarou o chão, ergueu a cabeça pro vazio
Olhar fixo, olhos fortes, alma a suspirar
Asas tocam as flores que vibram em assobio
De sua árvore ele sai para os céus conquistar
Teve frio, teve medo e teve solidão
Queria acreditar nos sonhos de seu coração
Mas as asas falhavam a cada novo trovão
Quis sua casa, quis chorar e quis proteção
Mas quando a chuva passa e ele vê imensidão
Sabe que cada desafio é só uma nota de sua canção
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