domingo, 29 de março de 2015

Cálice

Eu tinha planos. Como qualquer um. Não sei o que fiz com eles. Talvez estejam na gaveta, no armário, no diário. E virou drama. E virou medo. Mas no fim, é impossível voar sem abrir as asas e pular. Vai ter frio, vai ter medo, vai ter desespero. Mas o céu vai brilhar.

O sonho do pássaro



O sonho do pássaro

Pequenino, cantante, pululante e vibrante
Encara o céu e as nuvens, olhar de desejar
Sem medo abriu suas asas, sempre confiante
Em queda, tão pequeno, mas sempre a cantar


Encarou o chão, ergueu a cabeça pro vazio
Olhar fixo, olhos fortes, alma a suspirar
Asas tocam as flores que vibram em assobio
De sua árvore ele sai para os céus conquistar


Teve frio, teve medo e teve solidão
Queria acreditar nos sonhos de seu coração
Mas as asas falhavam a cada novo trovão


Quis sua casa, quis chorar e quis proteção
Mas quando a chuva passa e ele vê imensidão
Sabe que cada desafio é só uma nota de sua canção