terça-feira, 16 de março de 2010

Domínio

Domínio
Bruno Costa

O chicote vibra e atinge a carne quente
O grito de prazer mistura-se a dor inerte
O gemido pede: pare continuamente!
A Dona bate, o escravo pede que aperte

E ambos se extasiam com o momento
Um no desejo realizado de sua dominação
O outro no domínio animal de seu coração
E ambos no frio soar do chicote ao vento

E o suor corre, o corpo arde e implora
É o prazer da carne, o ópio da mente
É o calor de um corpo que agora aflora

Em meio o mais puro desejo intermitente
Levanta, segura a dona, é minha vez agora
Ambos repetem o seu prazer inversamente.

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